segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Fim-de-semana no parque.

All Star Weekend sexta, sábado e domingo... dia também de Flamengo x Botafogo... Inter x Milan... São Paulo x Corint... opa, aí não. Só tenho duas tvs em casa.

Mesmo assim, acabei não assistindo ao "clássico" do Maracanã, que para um jogo que pouco valia, até teve bom público, 31 mil pessoas. Só sei que algumas coisas não mudam. Como o Botafogo abrir vantagem e recuar como um time pequeno. Seja com Cuca, seja com Ney, sempre faz isso. Chamem a Suzy Fleury. E Obina voltar a bater um pênalti? E quando o Flamengo perdia o jogo! No fim, como tem sido desde que Cuca chegou, o gol salvador de Josiel garantiu o empate, o corinho na arquibancada e a primeira posição do grupo. Que, claro, de nada vale, pois é um julgamento, amanhã, que vai decidir os cruzamentos das semifinais da Taça Guanabara. Mais brochante, impossível.

Em São Paulo, um empate marcado pela violência esperada. Ou alguém acha mesmo que depois do clima que se instaurou durante a semana esse jogo seria calmo? E de nada adianta falar das organizadas ou da PM se a justiça não mudar e passar a atuar com mais rigor nesses casos. Ontem, mais um jovem foi assassinado, desta vez em BH. E ninguém vai pagar por isso.

Em Milão, onde a rivalidade não é menor que no Rio, SP ou BH mas as pessoas não se matam, Inter e Milan fizeram um jogão, principalmente na meia hora final do segundo tempo. Deu Inter, com direito a gol com o braço do péssimo Adriano, que perdeu outros dois feitos. Mas podia ter sido empate, pois o Milan pressionou durante toda a segunda etapa. Pra nós, o que interessa saber é que Júlio Cesar parece mesmo ser o melhor do mundo na posição no momento, Pato jamais poderia ser banco na seleção brasileira e Ronaldinho pode ainda não ter recuperado aquela velocidade, aquele arranque, mas tem jogado bem quando entra no Milan, sempre com passes precisos e objetivos. Maicon? No dia em que ele aprender a cruzar eu falo dele.

Fechando esse fim-de-semana no parque, em que deixei o molde de minha bunda no sofá diante da tv, o All Star Game mais sem graça de todos os tempos. A NBA precisa repensar sua festa, que teve um torneio de três pontos de baixíssimo nível (acho que dava pra mim nesse ano) e um de enterradas repleto de palhaçadas extra-quadra (muito boas, aliás) mas vazio na essência - que são as enterradas. Alô NBA: imagem não é nada, sede é tudo...

Vestido de verde (uma resposta kryptonita à capa de Super-Homen de Dwight Howard), Nate Robinson venceu o torneio de enterradas saltando sobre o concorrente. Mas o braço esquerdo do baixinho dos Knicks (1,75m), que não aparece na foto, ajuda a dar impulso sobre o gigante de 2,11m.

O melhor momento da festa acabou sendo a dança de Shaq na apresentação do jogo de ontem. Pra quem quiser dar umas risadas, o link é http://www.youtube.com/watch?v=6KaEwws7iTQ

6 comentários:

Bolinho disse...

como duvido que o "asco" vá perder o recurso, temos compromisso marcado na Quarta Feira de Cinzas: Fla X Flu!
adeeeeeeeeeeeeeeeus!

Edu Mendonça disse...

Claro, claro. Mas cara, eu vou te dizer uma coisa - há muito eu não ficava tão desanimado com um campeonato carioca como dessa vez.

Camilo disse...

Muito maneira a enterrada do Rudy, por trás da tabela. o replay em slow desse lance é absurdo! e mostrei o youtube do nate robinson pro Marinho na redaçao do sportv. ele ficou louco, maluco com o "baixinho"!

Edu Mendonça disse...

O que matou o Rudy foi o fato do Gasol ter tentado o passe 8 vezes antes de acertar... mas foi a melhor cravada pra mim, junto com aquela em que o Howard joga a bola na lateral da tabela.

Mas, a NBA prefere a festa, o circo... basta ver o seguinte: como não pensar que estava tudo armado para uma final entre Howard e Robinson se um tinha cabine de telefone pra botar a capa e tabela extra e o outro, uniforme, tênis e bola verdes pra piada da kryptonita? Tudo preparado pra eles antes?

Edu Mendonça disse...

Outra - fala pro Marinho que ele ainda é bem mais baixo que o Nate, que tem 1,75...

Camilo disse...

Edu, na boa: o Marinho ficou louco com o Nate. ele repetia sem parar: "É muito agressivo! Eu quero a camisa dele! É muito agressivo!"

E tava na cara a armação, que por um lado é válida pro show deles.